Ao vivo é melhor! 48 Horas Democracia : uma cobertura cidadã das eleições 2010.

Hoje começa uma experiência inédita no Brasil. A cobertura colaborativa das eleições 2010 no 48hdemocracia.com.br .

Vamos evitar que a Globo repita 1989.

Não dá para acreditar na neutralidade disfarçada da mídia. É explícito o apoio à certas candidaturas, mesmo nos veículos que se declaram imparciais. A grande verdade é que temos 9 ou 10 familias que comandam toda a comunicação desse país. Onde donos de um canal de televisão são os mesmos donos do rádio. Por isso, acreditamos que a hora da democracia participativa é agora!

O 48hdemocracia.com.br é a ferramenta que fará a diferença na cobertura das eleições de 2010, provando que a Internet é um espaço fundamental para o exercício do jornalismo cidadão.

O 48hdemocracia.com.br fará cobertura durante as 48h finais das eleições, de forma incansável com colaboradores de todo o país comentando o andamento das eleições e desconstruindo o discurso da imprensa tradicional . O 48hdemocracia.com.br também contará com cobertura internacional para que o mundo inteiro possa acompanhar as eleições brasileiras.

Esse é um feito inédito no Brasil. Vamos divulgar o 48hdemocracia.com.br
e  juntos construir a  história do Brasil que queremos para todos.

Veja como participar do 48hdemocracia.com.br :

- Assista o canal do 48 Horas Democracia na Internet:  http://48hdemocracia.com.br
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Sensacional! Quer aparecer você também no vídeo com Lula , Dilma e Mercadante ?

A campanha do Mercadante na internet está show de bola!

Como disse o Blog do Rovai, esse vídeo ‘Eu com o Lula’ é mesmo um golaço!

Faça o seu vídeo aqui: http://eucomlula.com.br
É muito simples! Acesse o site e espere ele carregar. Insira sua foto ou use sua webcam. Pronto! Você entrará no cenário do vídeo.


Esse aqui é o vídeo da turma do LegalidadeSP , não somos tão fotogênicos como o Rovai, mas resolvemos também declarar nosso voto abertamente.

No Facebook a página do vídeo é: Eu com Lula | Facebook http://bit.ly/9ZKjKn

Estamos curiosos… cadê o seu vídeo ?  Poste o seu vídeo no nosso comentário para a gente ver também!

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SE LIGA! É possivel contar um monte de mentiras dizendo só a verdade

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Jornal Estadão avisa, Globo vai dar golpe

O texto abaixo foi escrito por Everton Rodrigues, extraído do blog Brasil Autogestionário.

O Editorial do jornal o Estado de São Paulo, do dia 25 de setembro, decide fazer campanha abertamente para o tucano José $erra e, consequentemente, para Geraldo, ambos do PSDB. Com o título “O mal a evitar” o veículo de comunicação a serviço da elite paulista, em um ponto merece nosso respeito: Assumiram uma posição. Ao contrário da ação covarde do Grupo Folha e das Organizações Globo, que se escondem por detrás da máscara da neutralidade e da objetividade.

Everton Rodrigues – Movimento Cultura Livre.

É preferível conviver com aqueles que publicam suas opiniões e entendimentos com transparência, a conviver com aqueles que, sorrateiros, a exemplo da Globo e da Folha, escondem-se por detrás de máscaras de neutralidade, assumindo uma posição mas não assumindo que assumem. O Estadão teve coragem de abrir seu voto, de colocar a sua opinião, como uma mera opinião. Parabéns.

Evidentemente que discordo, de todo o texto, porque afinal eles são defensores da elite, e eu sou parte da classe explorada por eles, e por isso, estaremos sempre de lados opostos.

Chama a atenção a coragem de tornar pública sua posição política, e também o conteúdo do texto: “O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada.”

A escolha dos termos “facção” e “invenção” não são por acaso. “Facção” foi um termo amplamente utilizado por toda a imprensa, ao publicar matérias referentes à facção criminosa denominada PCC, o mesmo que surgiu em SP na gestão de Geraldo do PSDB, e que o jornal em questão apoia. “Invenção” sugere que a nossa candidata Dilma não tem história, que ela surgiu através do Lula, assim, de repente, do nada. Eles querem dizer que Lula tirou Dilma de uma cartola. Simplesmente apareceu. Querem dizer que a Dilma não tem qualquer experiência. Estão fazendo o mesmo que fizeram com Lula. Agora Lula é um presidente reconhecido pelo mundo inteiro, mas eles diziam que ele não passava de um analfabeto. Mas o presidente que, segundo eles, sempre falou errado, foi capaz de fazer o que nenhum dos presidentes esclarecidos que vieram antes dele conseguiu fazer: Mudar o Brasil.

É importante que fiquemos atentos. Esse editorial não é por acaso. Demonstra, no mínimo, que eles assumiram a  posição de um partido político, o partido da imprensa golpista (PIG) e que estão nervosos. Estão com muito medo, medo da derrocada do do PSDB no Brasil e em SP, medo de perder inúmeros contratos e com eles, muita verba publicitária, medo de deixar de ganhar mundo e fundos, se $erra não for presidente.

Se o Estadão afirma que Lula ataca a liberdade de imprensa, então, aquela empresa que se diz a maior defensora da imprensa livre no Brasil não ficará sem fazer nada. A globo, guardiã de toda a liberdade de expressão, que tem sob sua propriedade a melhor técnica da liberdade de expressão, a exemplo de 1989, com toda a certeza algo irá fazer.

E o que a globo sabe fazer com mais propriedade? Com certeza, ela defende seu lado. E seu lado é o $erra. O $erra é incapaz de sozinho enfrentar a Dilma inventada por Lula, e por isso, a globo guardiã da liberdade, irá ajudar o $erra e Geraldo do PSDB. E como ela fará isso? Não sei, e por isso, nós que estamos com Dilma e Mercadante, devemos ficar ligados, conectados, espertos e na expectatativa de que a Globo faça algo bastante partidário, defendendo seu próprio interesse (ainda que maquiando-o de opinião pública), interesse do PIG, do Geraldo, do $erra e do PSDB.

Nós na rede, e a militância na rua é que daremos a resposta que a globo merece. Ontem em SP a militância mostrou que nada vai impedir a releição do projeto iniciado por Lula, mostrou que iremos iniciar esse mesmo processo em SP com Mercadante.

Estou ligado desde já.
Captei essa imagem no comício de ontem em SP: resume o que quero dizer: Muita chuva e muita gente!
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Mídia que vota em Serra tenta de tudo para levar eleição ao segundo turno, você vai deixar?

Abaixo reproduzimos o artigo publicado hoje no blog Maria Frô :

O PT foi fundado em fevereiro de 1980. Lembro-me como se fosse hoje do debate que tomou a militância petista para escolha de candidatos para as primeiras eleições ao governo do estado de São Paulo em 1982,  após a lei da Anistia e a volta das eleições nos estados (as eleições diretas para presidente só retornariam em 1989, pois perdemos a luta em 1984, no movimento Diretas- Já).

Em 1982 a disputa era entre o metalúrgico Lula e o jurista Hélio Bicudo. Venceu Lula ao menos nas disputas internas para a escolha do candidato a disputar o pleito para governo do estado.

Houve um comício em Cubatão, na praça Princesa Isabel, lugar pequenino onde foi posto um caminhão pequeno e o comício se desenrolou sobre ele com megafones. À época eu ainda não tinha idade para me filiar, talvez tenha sido por isso que acabei não formalizando minha filiação até hoje.  Eu estava lá, em cima do caminhão, meio assustada no meio de lideranças que eu já admirava: além de Lula lembro da presença de Suplicy que antes da marola verde do PV já nos acompanhava em Cubatão em várias ocasiões na luta contra a poluição e as péssimas condições de vida e trabalho na cidade.

Fazíamos reuniões nas igrejas, éramos vigiados e intimidados pela polícia ainda fortemente repressiva, forjada num período de censura, torturas da Ditadura Militar. Debatíamos com a população em geral, os trabalhadores das indústrias cubatenses, as mães desesperadas com a saúde frágil de seus filhos. Denunciávamos a escandalosa poluição daquela cidade que chegou a ser conhecida na imprensa internacional como Vale da Morte.

Em Cubatão, em princípio da década de 1980, trabalhadores do pólo siderúrgico e petroquímico morriam de câncer no pulmão, de pele, envenenados por enxofre e outros produtos químicos, morriam ou ficam inutilizados para o trabalho devido aos acidentes de trabalho. Todas as indústrias tinham uma placa com uma espécie de contador que vivia zerando, informando a quantos dias não havia acidentes de trabalho. Morriam devido a uma saúde debilitada por uma jornada desumana em turnos sem fim.

Lembro-me que ainda estava no colegial e participei como auxiliar de pesquisa de uma grande estudo levado a cabo pela Faculdade de Medicina da USP, pelo grupo da professor Marcília da saúde pública e medicina preventiva.

Durante o projeto, apliquei vários questionários aos trabalhadores do pólo petroquímico e siderúrgico. De um deles jamais vou me esquecer: realizei a primeira bateria de questionários e ele foi selecionado para a segunda fase e quando retornei para fazer as perguntas ele havia falecido. Saí e sentei na calçada na frente de sua casa e comecei a chorar. Para uma adolescente com razoável consciência do que acontecia ao meu redor, que vivia naquele inferno de cidade esquecida por todos, este era um nível de violência que beirava o insuportável.

Também sentei e chorei, anos depois quando já estava na USP e minha mãe ligou para informar que a cidade foi tomada por um incêndio de proporções inimagináveis e que depois de ser aplacado, os cubatenses se deram conta de que um bairro inteiro, o mais pobre e mais abandonado da cidade, tinha sumido do mapa e com ele muitos amigos queridos que eu havia feito quando perambulava pela Vila Socó (como era chamada a favela que oficialmente tinha o nome de Vila São José) passando o filme “O homem que virou suco” e discutindo política pura de resistência.

Para uma adolescente que ainda estava no Ensino Médio, viver em uma cidade que se morria pelas péssimas condições de trabalho e pela intensa poluição para gerar riquezas que não ficavam na cidade (sequer no país) são experiências que modelam nossa vida. Os poluentes jogados no ar e nas águas da cidade eram tão danosos que em Cubatão nasciam crianças anencefálicas, peixes deformados. Para chamar a atenção do mundo para as nossas péssimas condições de vida fizemos uma exposição com fotos dos peixes monstruosos que encontrávamos no Rio Pilões.

Minhas experiências na luta pela qualidade de vida, contra a poluição e a morte das pessoas provocadas pela poluição e pelas péssimas condições de trabalho e ambientais forjou a pessoa que sou hoje.

O PT da década de 1980 nasceu e se fortaleceu na cidade de Cubatão sem dissociar a qualidade de vida das pessoas das questões ambientais e da super-exploração a que estavam expostos os trabalhadores. Talvez seja por isso que até hoje eu não entenda um Partido Verde que fala de manutenção das florestas, mas que não faz a crítica a um Tietê poluído ou ao córrego do meu bairro onde nas proximidades eu topo com ratos mortos como mostrei aqui.

Naquele comício junto ao Lula e ao Suplicy, na praça Princesa Isabel, eu fiz mais do que falar pelas mulheres e o nosso papel no sistema capitalista, eu eduquei os meus pais operários para a luta contra a exploração.

Vivíamos no contexto das greves no ABC que ajudaram a derrubar a ditadura militar. Na minha fala assustada ao lado de Lula, eu buscava estimular as mulheres a serem companheiras de seus companheiros na luta contra a exploração.  Eu falava com propriedade sobre a minha própria condição feminina de adolescente trabalhadora, pois desde os 14 anos eu já trabalhava oito horas por dia.

Sabia muito bem do que falava. Passei a estudar à noite quando entrei no primeiro ano do Ensino Médio. Enfrentei os primeiros surtos de uma educação deteriorada com professores amedrontados, muitas greves e faltas. Se não fosse uma ótima aluna jamais teria saído do Afonso Schmidt e teria entrado na USP. Muitas vezes saí da escola porque não havia aparecido nenhum professor e ia para a Vila Socó fazer política. Meus pais ficavam aterrorizados de eu chegar de madrugada em casa, mesmo que eu viesse acompanhada pelo seu Manuel, estivador, quase um segundo pai, que pegava a sua bicicleta e me acompanhava até em casa.

Minha mãe ficava possessa e um dia quis me bater. Meu tio Gerson, metalúrgico da Mercedes, amigo do Lula, estava em casa e me salvou da surra. Ele disse a minha mãe e ao meu pai que eles deveriam se orgulhar de mim. Eu, só disse que se meus pais quisessem saber o que eu fazia quando não estava na escola que fossem às 15 horas na Praça Princesa Isabel.

Estava lá no Comício, num sábado calorento do clima abafado de Cubatão, argumentado sobre a função da mulher operária no sistema capitalista. A metáfora que usei foi a do elástico: a mulher operária tinha de esticar o salário e segurar o marido para não ir às greves. De repente, no meio da pequena multidão, vejo o meu pai, me ouvindo atentamente.

Meu pai votava em Jânio Quadros, na direita mais conservadora do país. Ele foi um motorista e a vida toda abaixou a cabeça para os seus patrões. A partir dali, diversificamos o tema de nossas conversas para além do Timão. Meu pai passou a ler, a ficar mais atento à política partidária.

No comício eu ganhei um abraço do Lula, era a mascote daquela turma de craques. Ele me deu um pequeno livro e fez uma dedicatória que me lembro até hoje: “Se todos os jovens fossem como você as mudanças viriam mais cedo, com um abraço, Lula“. Procurei o livro para scanear e não o encontrei, mas ele continua a ser tão valioso quanto era quando o ganhei há quase 30 anos.

Olho o meu Brasil e a Cubatão de hoje, também governada por uma administração petista e feminina e tenho um orgulho tamanho do que de algum modo, exercendo a minha cidadania diária, eu ajudei a construir.

O Brasil de hoje apesar dos problemas que ainda tem deu um salto qualitativo sem precedentes e não é apenas em sua economia que faz com que o presidente Lula seja aclamado internacionalmente e que equipe da Al Jazeera inglesa se desloque até o interior de Pernambuco para conhecer um progama modelo para o mundo de combate a fome. O salto qualitativo passa pela consciência de muitos brasileiros que aprenderam que a política é um bem de todos e que uma boa política pode salvar vidas e uma má política pode nos levar a morte.

O Brasil de hoje dá muito mais chances ao jovens de periferia como as que eu não tive.

Diego Casaes é só um exemplo do Brasil de hoje: um jovem negro que saiu da periferia de Salvador, falando inglês com fluência foi para Copenhague cobrir a COP15. Diego além de trabalhar com cultura digital é colaborador do Global Voices e toca um projeto com as dimensões do Eleitor 2010. Ele é só um dos meninos que conheço que não teve seu talento e todas as suas potencialidades assassinadas pela falta de oportunidade de um Brasil que, anterior ao governo Lula, era só exclusão. Diego Casaes foi aluno do Prouni, o mesmo programa que o DEM, partido da coligação do PSDB, quer acabar e para isso entrou com ação de inconstitucionalidade no STF.

O Brasil de hoje do PROUNI está formando mais de 400 médicos filhos de faxineira, empregadas domésticas e uma infinidade de outros trabalhadores braçais que nunca sonharam em ter seus filhos na universidade.

O Brasil de hoje é um Brasil que nos faz ter orgulho de ser brasileiros, apesar de toda a tentativa perversa de uma mídia monopolizada e partidária desmoralizar o presidente mais popular da história do país.

O Brasil de hoje fez a maior capitalização da história mundial de uma empresa, a Petrobras, que cada dia é mais brasileira e que garantiu as riquezas do pré-sal para o povo brasileiro.

O Brasil de hoje tem a chance de eleger em primeiro turno uma mulher com uma história de vida e uma história pública de decência, voltada para a luta contra a ditadura militar e que foi presa e torturada por isso.

Por isso e por todas as realizações do governo Lula – as quais Dilma representa a manutenção e a ampliação dos avanços deste governo transformador – que a cada e-mail perverso que recebo contra Dilma, a cada manchete vergonhosa que leio na mídia que vota em Serra, a cada site fascista, proselitista, reacionário onde leio postagens mentirosas, a cada mensagem estúpida e detratora que leio no twitter, apesar de fazer o meu estômago revirar (nem nos meus piores pesadelos acharia que os adversários pudessem fazer uma campanha tão baixa), aumenta a minha gana para sair às ruas, conversar com as pessoas, discutir política, ouvi-las e dizer porque minha candidata é Dilma Rousseff.

Meu pai e minha mãe estavam de viagem marcada para Salvador para o final de setembro e adiaram-na para o dia 04/10. Eles votarão em Dilma Rousseff. A Ana, mensalista aqui de casa, vai se deslocar até a sua cidade pra votar em Dilma Rousseff.

Quanto a mim, mantenho viva aquela adolescente do comício da praça Princesa Isabel, a mesma adolescente que lutou por melhores condições de vida e trabalho, que ia para Vila Socó discutir política com os trabalhadores, que se indignou e brigou para que Cubatão deixasse de ser o Vale da Morte. Por isso, nos próximos cinco dias até a eleição vou continuar ligando e conversando com todos os que conheço, convidando-os a refletir sobre a importância de suas escolhas para o futuro do nosso país.

A mídia que vota em Serra e que durante oito anos fez oposição ferrenha ao presidente Lula, chamando-o até de estuprador (sem sofrer qualquer tipo de censura por parte do presidente) está fazendo seu trabalho. Está defendendo seu projeto neoliberal, privatizador, excludente, porque a vitória de Serra assegura seus interesses econômicos. Esta mídia não mediu e não medirá esforços pra conseguir seu objetivo. Ela não tem ética alguma, publica notícias e documentos falsos, como a Folha de São Paulo fez quando publicou, em primeira página, a ficha falsa de Dilma produzida por um blog de extrema-direita.

Resta-nos, portanto, a mim e a todos os brasileiros que fazem oposição a este projeto conservador e reacionário, com nosso trabalho de formiguinha,  resistir,  ir à luta e garantir a vitória de um Brasil mais inclusivo e cidadão. À luta, companheiras e companheiros e até a vitória sempre.

por Maria Frô

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“Defender a democracia da razão cínica” Por Sérgio Amadeu da Silveira

A democracia exige o contraditório e a liberdade de expressão. A democracia não pode sobreviver se não permitir que os processos deliberativos se concretizem e que as pessoas sejam tratadas com dignidade. O cinismo e o preconceito não deveriam ser utilizados como argumento mas, infelizmente, eles existem e precisamos dialogar com os seus produtores.

Por Sérgio Amadeu da Silveira

Por isso, aqui busco mostrar que o manifesto dos intelectuais tucanos lançado com sob o título Em Defesa da Democracia <http://ur1.ca/1qsg5> é uma demonstração lamentável do cinismo aplicado à política. Vejam os trechos:

“É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo”. O governo do PSDB no estado de São Paulo não permitiu que fosse instalada nenhuma CPI para investigar seus escândalos. Alstonn foi um deles!

Veja as CPIs bloqueadas e engavetadas pela maioria tucana:  <http://www.rsconsultants.com.br/CPIs_15%C2%AA_Legislatura.pdf> . “É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História”.

Sem dúvida, é lamentável que o governo Lula coloque os milhões de reais do contribuinte para sustentar a revista Veja e as organizações Globo. É preciso democratizar a distribuição de verbas publicitárias.

“É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.”

É mesmo inaceitável que, apesar das denúncias sobre a venda de dados sigilosos de milhares de brasileiros, o pode econômico dos parceiros de Daniel Dantas continuem impedindo e bloqueando as investigações.

“É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.”

Isso vale para a gestão de FHC? Ou será que Roberto Jefferson se envolveu em práticas incorretas somente na gestão de Lula? Marcos Valério começou sua carreira negativa a partir de 2003? O presidente Sarney era um democrata na Nova República e Lula o transformou em Coronel? Quando Sarney e ACM apoiaram FHC o fato deveria ser considerado da normalidade da “realpolitik”, mas quando o atual presidente os aceita na base aliada trata-se de um golpe e de falta de ética.

Ora que indignação mais artificial!

“Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis.”

Quando Lula rasgou a Constituição?
Que exagero. Quanto ódio na elite destronada.
Quem poderia rasgar a Constituição é quem trata jornalistas como “funcionários”. Que mostra toda a falsidade democrática ao exigir: “me dê a fita”. Nunca vi uma cena tão deprimente e tão esclarecedora de um pensamento autoritário como esta.

Vê-se que estes intelectuais tucanos se indignam por conveniência. Tristes zumbis do conservadorismo e do preconceito, primeiro tentaram transformar o seu candidato em Zé, depois usaram a favela fake e agora jogam sua última cartada: tentar parecer um movimento social. Mas não são mais do que uma farsa.

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Essa é a liberdade de imprensa que Geraldo e Serra do PSDB defendem?

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